"... Há muitos, muitos anos, era eu um menino com calções, quando apareceu no meu bairro o "Grande Circo das Palavras Voadoras" que andava de terra em terra e encantava pequenos e crescidos com o seu extraordinário espectáculo. (...) O número mais deslumbrante do "Grande Circo das Palavras Voadoras" era o de Pulquéria, a domadora de Livros Selvagens! (...) Num imenso rugido chegaram então, por um pequeno túnel, os livros selvagens! Olhavam para os espectadores com as suas capas ferozes de onde pareciam querer saltar as letras dos títulos gravados a fogo. (...) Os livros selvagens percorriam a jaula em passadas lentas, olhando os espectadores com olhos ameaçadores. Abriam as páginas e soltavam ruídos ensurdecedores. (...) Entrou então em cena uma personagem extraordinária. (...) Junto de Pulquéria, os livros mais bárbaros e assustadores pareciam gatinhos a pedir leite. (...) Posso dizer-vos que, se hoje sou um domador de livros selvagens é à Pulquéria que o devo. (...) Nos livros mais selvagens de todos encontrei consolo e assombro, alegria e inteligência, embalo como o de mãe e espanto por sentir que a ler sou capaz de subir ao mais alto do mundo, tão alto como era a tenda do "Grande Circo das Palavras Voadoras".
Atreve-te a ser também um Domador de Livros!
encontra esta e outras histórias no livro Histórias para contar em Noites de Luar de José Fanha, na tua biblioteca!
Bom dia, por favor, perdão!
Na escada ou no elevador
se te cruzas com um vizinho
vê que não é um estranho
que te salta ao caminho.
Sorri e dá-lhe os bons dias,
que é ato de educação,
e se o empurras sem querer
pede-lhe logo perdão.
No balcão onde te atende
sempre o mesmo senhor
diz-lhe que bolo queres
sem esquecer o "por favor".
Para entrares numa sala
deves dizer "com licença"
depois de bater à porta
para anunciar a presença.
Pede desculpa se desces
a escada a três e três,
sobretudo se a pressa
te faz pisar quem não vês.
Lê este e outros poemas que te ajudam a lembrar a ser um bom cidadão, saudável e simpático!
Porta-te bem! de José Jorge Letria, na tua biblioteca!
A almofada do luar
Cai uma folha no Outono
sobre a toalha de linho
e lembra-me a cor do sono
quando as aves fazem ninho.
É uma folha amarela
que empurrada pelo vento
vem colar-se à janela
sob o tecto do relento.
E eu, ao vê-la poisar,
adormeço de repente
na almofada do luar.
lê este e outros poemas no livro Poemas pequeninos para meninas e meninos de Luís Infante e Carla Pott, na tua biblioteca!
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